Educação e desenvolvimento rural : limites do extensionismo
DOI:
https://doi.org/10.24302/redes.v2ianais.5274Resumo
Estudos realizados em diversos países revelam o relativo fracasso das iniciativas de desenvolvimento rural empreendidas principalmente a partir de meados dos anos de 1970. Nesse contexto, ações junto à agricultura familiar foram atribuídas à extensão rural com o intuito de promover o desenvolvimento no campo por meio de um processo educativo junto aos agricultores. Está fartamente documentada na literatura científica a ocorrência de descompassos entre a atuação das organizações extensionistas e as reais necessidades da agricultura de pequena escala em diferentes regiões do mundo. O objetivo deste texto é discutir os principais motivos pelos quais a extensão rural tem sido ineficaz ou até mesmo tem produzido resultados contrários aos desejados em intervenções junto à agricultura familiar. A literatura consultada evidencia que a manutenção de uma perspectiva educacional inspirada na transferência de tecnologia tem limitado o avanço das condições de produção e, por consequência, restringido a possibilidade de promover melhorias mais significativas e duradouras na qualidade de vida das comunidades rurais. Para ser efetivo em suas intervenções, agentes da extensão rural precisam, antes, aprender com o agricultor quais são seus receios, suas necessidades e expectativas, a organização da produção e a divisão de trabalho no interior da estrutura familiar.
Palavras-chave: desenvolvimento regional; extensão rural; agricultura familiar.
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