“Tens uma história, tens um direito!”: educação, direitos humanos e juventudes
DOI:
https://doi.org/10.24302/redes.v2ianais.5171Resumo
Entre os plurais temas que condicionam práticas pedagógicas escolares, legitimados pelos documentos que regem a educação no Brasil e descritos nos meus planejamentos anuais, este trabalho evidencia um relato de experiência sobre o projeto desenvolvido numa escola pública de Palhoça – Santa Catarina, no ano de 2023, intitulado “Tens uma história, tens um direito!”. Os principais objetivos permeavam a apropriação de uma compreensão sobre os direitos de todas as pessoas, marcadas por gênero, raça, etnia, classe, geração etc., o reconhecimento social das violações de direitos humanos, a cultura da paz no território escolar e as formas de combate a qualquer tipo de preconceito e discriminação perante as juventudes. A metodologia se ancorou em debates sobre o discurso de ódio, a luta das mulheres, a fragilidade da democracia, as torturas e as violações da dignidade humana, a justiça educativa, as garantias das populações LGBTQIA+ etc.; materializamos oficinas com produções artísticas – cartazes, audiovisuais, panfletos, seminários etc.; simbolicamente, criamos um movimento discente que atingiu a comunidade escolar, fazendo-a refletir sobre direitos, preconceitos, democracia e juventudes. Conseguimos perceber que, ao longo do projeto, a mudança de comportamento individual de alguns/mas discentes, desmistificando a ideia de que direitos humanos não servem para nada e pudemos perceber um olhar atento para as demandas das juventudes em conhecer e combater as formas de violências que os/as afetam foram os resultados obtidos a curto prazo de tempo. Contudo, esse projeto deve ser entendido como parte da formação dos/as jovens em processo de escolarização, de suas culturas e identidades.
Palavras–chave: educação; direitos humanos; juventudes.
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