Humor e política na república brasileira: a revista Don Quixote (1895-1903), de Ângelo Agostini
DOI:
https://doi.org/10.24302/prof.v12.5792Resumo
As discussões políticas que marcaram a crise do Segundo Reinado (1840-1889) se projetaram nas mídias impressas e tiveram nos jornais e revistas da época um lugar marcante. Nesse contexto, o debate abolicionista, a perspectiva de laicização do Estado e os efeitos da Guerra do Paraguai (1865-1871) foram inspirações para as críticas de Ângelo Agostini que, por meio da caricatura e do humor, projetou sua visão sobre a Proclamação da República (1889) e os problemas que circundavam os primeiros anos do novo regime de governo. Nessa conjuntura, objetiva-se, neste artigo, analisar as imagens destacadas pelo artista na Revista Don Quixote (1895-1903), notadamente optando pelas figuras animadas que têm como referência personagens cervantinos que inspiraram o artista ítalo-brasileiro. Para tanto, utilizaremos as capas do periódico em análise em que aspectos quixotescos são utilizados para criticar a ambiência política que circunda a recém iniciada República brasileira, proclamada em 1889, em especial no período entre os anos de 1895 a 1903. Com esse material de análise, o intento é perceber, sob a ótica do cartunista, as problemáticas inerentes aos primeiros anos da República nacional, ainda carregada por heranças da difícil transição condicionada pelo final do governo de D. Pedro II, mediadas na ilustração pelo efeito do humor.
Palavras-chave: Dom Quixote; Ângelo Agostini; humor; política; república.
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